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sábado, 15 de janeiro de 2011

Losing my religion e Síndrome de Tourette


Semana passada postei um vídeo com a música "Losing my Religion". Encontrei agora este outro vídeo em que um portador da síndrome de Tourette canta a mesma música em um karaokê.

Sobre o vídeo em questão,  um internauta postou nos comentários do youtube: "Além do óbvio 'fucka, fucka' engraçado e outros palavrões que tornam este video hilário, esse cara realmente tem uma voz realmente incrível. (...) Polegares pra cima para o homem que faz que gosta apesar da doença."

Esta síndrome atinge uma pessoa em cada 100 e estima-se que em cada escola dos EUA haja pelo menos uma criança acometida. Um de seus efeitos é "o comprometimento psicológico e social dos acometidos, causando impacto na vida dos portadores e familiares." Nas comoventes palavras de uma criança: "Eles me chamam de monstro. Me sinto terrível, como se fosse um demônio." 

Difícil mensurar a vida que estas pessoas levam, seu sofrimento. Para muitas pessoas (sobretudo os familiares) deve ser tentador se voltar para os contos de fadas religiosos, buscar explicações fáceis, reconfortantes e justificadoras para esses problemas na ideia de carma, demônios ou seja lá o que for.  Por que não dar um passo de coragem, encarar este problema com naturalidade e fazer algo por estas pessoas? Buscar  efetivamente o desenvolvimento de terapias médicas para os portadores da síndrome de Tourette, libertando-os desta prisão. 

A meu ver, este único fato é suficiente para alguém perder a religião e a visão supersticiosa do mundo, se tornar um entusiasta da ciência e buscar por aí novas formas de adquirir significado para a vida.

"'Possa tudo o que vive ser libertado do sofrimento', afirmou Gautama Buda. É um sentimento maravilhoso. Infelizmente, só as soluções de alta tecnologia podem erradicar o sofrimento do mundo vivo. A compaixão por si só não basta", disse David Pearce. É preciso se voltar à biotecnologia, bioinformática, IA, nanotecnolgoia e neurociência para isso. Mãos a obra!

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