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domingo, 9 de janeiro de 2011

A Fonte da Juventude (matéria da Carta Capital)

A matéria abaixo é um pouco antiga (1999), algumas coisas mudaram desde lá (O Extropy Institute dissolveu-se para juntar-se à Humanity+, Aubrey de Grey nem havia lançado seu SENS ainda e Roy Walford faleceu em 2004 aos 79 anos), mas se trata de matéria tão boa que merece ser divulgada. Texto completo aqui

"Um dia, quando as pessoas estiverem vivendo 300 anos e com plena saúde, comentarão: 'Meu Deus, como é que aqueles bárbaros aceitavam viver apenas 75 anos!'" -- Michael Rose, Universidade da Califórnia em Irvine, autoridade mundial em genética do envelhecimento, à Carta Capital.
A Fonte da Juventude: Seremos todos matusaléns?
"Sim", garante a engenharia genética
POR GIANNI CARTA,
De Los Angeles
Imagine o seguinte ser humano: cérebro de albert Einstein na cabeça de Paul Newman, tronco de Sylvester Stallone e pernas de Pelé. Melhor ainda: esse homem, com capacidade de auto-renovação de qualquer órgão do corpo, viverá séculos. Em breve ele poderá se materializar. Sentado no bar do Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles, Max More, 35 anos, doutor em Filosofia e líder do Extropy Institute, confirma: "Seremos capazes de nos autodesenhar para sermos quem quisermos". E acrescenta: "Mas, infelizmente, o mais provável é que minha geração seja a última a morrer".

O Extropy Institute, artéria do transumanismo, movimento que almeja ampliar as capacidades humanas ad infinitum, está sediado na ensolarada Califórnia e tem centenas de afiliados. Munido de um laptop, um motorista de caminhão se comunica com More de várias cidades americanas. Seu interesse não passa de um sonho para todos nós que, num momento ou outro, vivemos nesta Terra: a imortalidade. Mas, se viver para sempre é algo irrealizável - pelo menos por ora -, eis o aforismo que vem à tona em todos os encontros extropianos: "Quanto mais (existirmos), melhor".

Extropianos são gente seriíssima. Segundo os princípios do grupo, eles visam, entre outras coisas, aumentar sua inteligência, vitalidade e capacidade de armazenar informações. À recente conferência Biotech Futures: Challenges Of Life Extension And Genetic Engineering, na Universidade da Califórnia, em São Francisco, organizada pelo Extropy Institute, compareceram 200 pessoas. E não se tratava de um bando de crias da Internet, capaz de ousar somente quando escudado por computadores. Ao contrário. Vários dos articulados participantes encarnam o que há de melhor nas mais diversas áreas do conhecimento e da atividade humanos.

RAPIDEZ. Embora nem todos sejam membros do Extropy Institute, esses engenheiros espaciais, cientistas, filósofos, médicos, advogados, analistas de computadores e cientistas sociais pregam que, por meio da ciência, da tecnologia e da biologia, podemos prolongar a vida. E os mais otimistas - mais visionários? - acreditam que um dia seremos todos matusaléns, numa alusão ao patriarca hebreu que, antes do Dilúvio, teria vivido 969 anos.


O que está claro é o seguinte: num futuro muito próximo, haverá mudanças que pensávamos possíveis somente em filmes de ficção científica. Na verdade, estamos nos dando conta de que, pouco a pouco, avanços tecnológicos não nos deixarão mais de queixo caído. O motivo? Nunca, no curso da história do homem, novidades médicas, tecnológicas e científicas aconteceram com a rapidez atual. Segundo Ray Kurzweil, presidente da Kurzweil Technologies Inc., o processo evolucionário está em constante aceleração porque se apóia em descobrimentos do passado.

 
Portanto, o ritmo de inovações tecnológicas só tende a aumentar.

Leia (e, se é simpatizante da causa, que tal divulgá-lo?) o
texto completo aqui.

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