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domingo, 8 de maio de 2011

O Programa Espacial Brasileiro... para que eu quero descer!


 No vídeo, lançamento espacial do foguete Saturno V em câmera de alta resolução.

A iniciativa privada nos EUA observa o surgimento de empresas como a SpaceX (que recebe financiamento do empresário assumidamente transhumanista Peter Thiel -- sim, o mesmo Peter Thiel do filme "A Rede Social"), que anunciou há pouco tempo que pretende colocar um homem em Marte dentre 10 a 20 anos. Sim, uma empresa privada dos EUA pretende levar o homem a Marte. É, também, dos EUA, a empresa Virgin Galactic, que pretende explorar o turismo espacial. Empreendedores dos EUA acreditam que o próximo trilhão de dólares será feito no espaço (vale a pena assistir a palestra de Burt Rutan no TED).

Indianos e chineses, por outro lado, apressam-se em seus programas espaciais. A China quer construir estação espacial própria e levar um taikonauta na Lua por volta de 2020.

E o Brasil? Quais são as notícias depois de nosso único astronauta, Marcelo Pontes, dedicar-se aos comerciais de travesseiros de viscoelástico e palestras de auto-ajuda após sua carona no espaço?

Uma análise na Folha deste domingo nos coloca a par das notícias: "Enquanto nos EUA as empresas disputam a tapa contratos para desenvolver espaçonaves e foguetes para a Nasa, no Brasil a indústria faz de tudo para se afastar."


São Paulo, domingo, 08 de maio de 2011 



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ANÁLISE

Indústria desinteressada e conflitos travam programa 

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA AFOLHA

O presidente da AEB colocou o dedo na ferida ao apontar o desinteresse da indústria pelo programa espacial. 
Enquanto nos EUA as empresas disputam a tapa contratos para desenvolver espaçonaves e foguetes para a Nasa, no Brasil a indústria faz de tudo para se afastar.
São duas as razões. A primeira é a notória falta de gosto da indústria brasileira por pesquisa e desenvolvimento. 
A Embraer é uma exceção. Mas a gigante aeronáutica brasileira não demonstrou interesse em expandir sua esfera de atuação para além da atmosfera quando teve chance, por exemplo, de desenvolver partes brasileiras para a Estação Espacial Internacional, há alguns anos. 
O segundo problema é a instabilidade orçamentária. Que empresa se arriscaria a investir para atender a uma demanda que flutua de forma quase aleatória? 
A AEB enfrenta, desde sua criação, dificuldade em disciplinar os órgãos responsáveis pelos projetos. 
ODCTA, órgão da Força Aérea responsável pelos veículos lançadores, tem sua própria agenda. 
O Inpe, encarregado de conceber os satélites nacionais, nem se fala. O instituto empurra com a barriga todo projeto que não cai nas graças de sua diretoria. 
Colocar ordem na casa,e o programa espacial nos trilhos, exigirá mais que conclamar a indústria. 
É preciso uma manifestação inequívoca das prioridades e os prazos para a execução dos diversos objetivos quese acumulam há décadas nas planilhas do governo.

Um comentário:

  1. Uma pena ler isso. Infelizmente às vezes (ultimamente com frequência cada vez maior) eu acho que eu nasci no país errado. Nasci no país que prefere o marasmo a inovação, que prefere o pró-alcool (e tem que importar o produto por excesso de demanda) ao carro elétrico. E vamos que vamos que somos o "país do futuro".

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