Mostrando postagens com marcador Singularidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Singularidade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O que é a singularidade? Como seria vivenciar a singularidade?


Escala de Inteligência: rato, chimpanzé, um idiota, Albert Einstein e, finalmente, uma superinteligência artificial capaz de aprimorar a si própria.

Excelente entrevista (em inglês, sem legendas) de Peter Norvig sobre a plausibilidade da singularidade. É a entrevista mais equilibrada sobre o assunto que já vi. Peter Norvig escreveu o livro mais famoso do mundo sobre Inteligência Artificial e, além disso, é professor em Stanford e diretor de pesquisas no Google. Eis o link da entrevista:




Embora de natureza especulativa, a hipótese da singularidade é intelectualmente instigante e levanta muitas questões interessantes. Em um exercício lúdico, poderíamos, por exemplo, perguntar: como nós, seres humanos, nos sentiríamos diante da ocorrência da singularidade? Como poderíamos representar visualmente a "sensação" de vivenciar a singularidade, assistir a "decolagem" de máquinas cuja capacidade de comunicação e pensamento estariam muito além de nossa imaginação? Como seria essa sensação de ser "deixado para trás", essa incapacidade de compreensão de uma linguagem possivelmente muito mais rica e rápida?  Eis o meu palpite: se algum dia algo semelhante a singularidade tecnológica ocorrer, acho que poderíamos comparar às sensações experimentadas por uma ser humano "não aprimorado" a deste astronauta:


Para quem procura por argumentos aprofundados sobre a possibilidade da singularidade, eis um bom começo:
http://consc.net/papers/singularity.pdf

E uma explicação bem didática da ideia da singularidade:


domingo, 29 de maio de 2011

O que é singularidade? (tecnológica)

Explicação rápida e sem enrolação do conceito de singularidade tecnológica em TRANSCENDENT MAN:

 
* * *
 
Voltando para este livro, "Singularity is Near", o que Singularidade significa?
Quando diz que a Singularidade está se aproximando, o que isso significa exatamente?
E é isso que quer dizer com o termo Singularidade?
O que é a Singunlaridade?

RAY KURZWEIL: "Singularidade é um período futuro em que as mudanças tecnológicas serão tão rápidas e os seus efeitos tão profundos que todos os aspectos da vida humana serão, irreversivelmente, transformados. Não haverá uma clara distinção entre humanos e máquinas.

Os computadores não serão esses aparelhos retangulares que colocamos no bolso. Eles estarão dentro dos nossos corpos e cérebros. E seremos um híbrido de inteligência biológica e artificial.

Se voltarem 500 anos atrás, pouca coisa acontecia em um século. Agora muita coisa acontesse em apenas 6 meses. A tecnologia alimenta-se a si própria e torna-se cada vez mais rápida e daqui a 40 anos o ritmo da mudança será tão assombrosamente acelerado que não seremos capazes de acompanhá-lo, a menos que aumentemos a nossa própria inteligência, fundindo-nos com a tecnologia inteligente que estamos criando. Será uma profunda transformação. Nós pegamos emprestada esta metáfora da física e a chamamos de Singularidade."

domingo, 27 de março de 2011

MARCELO GLEISER Quem teme a Singularidade?

Um bom artigo do famoso físico Marcelo Gleiser na Folha de S. Paulo de hoje sobre a singularidade e o documentário "Trancendent Man" (o assunto tem ganhado crescente espaço na mídia desde 2009). Gleiser evita o clichê pseudo-cult de criticar a ideia sem apresentar fundamentos consistentes, apenas porque ela parece fantástica. E faz uma declaração corajosa: "Kurzweil não é nem bobo nem louco. Apesar de ter vários críticos, é um inventor reconhecido, vencedor de vários prêmios. (...) Será que devemos levar isso a sério? Sim, devemos. Apesar de várias questões (a extrapolação de Kurzweil é baseada em dados passados; não há garantia que funcionará no futuro), nossa simbiose com as máquinas de silício é cada vez maior."
Trechos do artigo abaixo. O assinante da Folha e do UOL pode ler o texto completo aqui.


MARCELO GLEISER

Quem teme a Singularidade? 


A crença na imortalidade por meio das máquinas lembra outra muito antiga, no triunfo da alma humana


VOCÊ ESTÁ preparado para virar um deus? "A Singularidade Está Próxima" é um documentário dirigido por Anthony Waller e codirigido pelo famoso inventor e autor Ray Kurzweil. No Brasil, existe a tradução do seu "A Era das Máquinas Espirituais", pela editora Aleph. Eis a sinopse do filme:
"No século 21, nossa espécie vai se libertar do seu legado genético e atingirá um nível inimaginável de inteligência, progresso material e longevidade; consequentemente, a definição de "ser humano" será enriquecida e transformada. O celebrado futurista Ray Kurzweil apresenta uma visão que é a culminação dramática de séculos de desenvolvimento tecnológico e que transformará o nosso destino". 
De acordo com Kurzweil, o avanço tecnológico e, em particular, o avanço na velocidade de processamento e de memória de dados, é tão rápido que em breve atingiremos um ponto no qual máquinas serão capazes de superar o cérebro humano. Ele prevê que a humanidade atingirá um ponto final, a "Singularidade". De lá em diante, algo novo e imprevisível, talvez um híbrido de máquina e humano, talvez apenas máquina, existirá, matéria inanimada imitando a vida em estado de animação virtual. 
A esperança de Kurzweil e outros entusiastas da Singularidade é que velocidades altas de processamento, mais o acesso ilimitado a dados, podem simular o cérebro: máquinas com altíssima complexidade computacional podem criar uma ultrainteligência emergente. Humanos, preparem-se, pois o seu fim está próximo! E a data foi marcada para 2045.
(...)

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "Criação Imperfeita"


 * * *
 
PARA SE APROFUNDAR
Quem quiser se aprofundar sobre a plausibilidade científica e filosófica da singularidade tecnológica:
- A plausibilidade científica e a questão cronológica (quanto tempo demorará?) da singularidade:
BOSTROM, Nick. How long before a superintelligence?
- A plausibilidade da ideia e consequências filosóficas da singularidade:
CHALMERS, David (2010). The Singularity: A Philosophical Analysis (texto denso)

sábado, 19 de março de 2011

O ano em que o homem se tornará imortal e diferença entre transhumanistas e singularitarianos


2045: O ano em que o homem se tornará imortal

"Há espaço dentro do singularitarianismo para considerável diversidade de opinião sobre o que significa a Singularidade, quando e como ela vai ou não acontecer. Mas singularitarianos compartilham uma visão de mundo. Eles pensam em termos de tempo profundo, eles acreditam no poder da tecnologia de moldar a história, eles têm pouco interesse na sabedoria convencional sobre qualquer coisa, e eles não  acreditam que você pode andar por aí e levar sua vida normalmente, assistindo TV, como se uma revolução de inteligência artificial não estivesse prestes a entrar em erupção e mudar absolutamente tudo. Eles não têm medo de soar ridículos, a aversão do cidadão comum por ideias aparentemente absurdas é, para eles, apenas um exemplo de preconceito irracional e singularitarianos não barganham com a irracionalidade. Quando você entra no espaço mental deles, você experimenta um gradiente extremo de visão de mundo, uma rígida tesoura  ontológica que separa os singularitarianos do lugar comum do restante da humanidade. Espere turbulência."

Diferença entre transhumanistas e singularitarianos
Depois de arriscar a tradução do trecho acima, seria interessante tentar traçar a diferença entre transhumanismo e singularitarianismo (ou a diferença entre transhumanistas e singularitarianos). 
Eu diria que transhumanismo e singularitarianismo são dois círculos com uma grande área de interseção e quase concêntricos: na prática, estamos falando das mesmas pessoas, todo singularitariano é um transhumanista e os transhumanistas costumam levar em conta a singularidade. Mas nem sempre é assim: há transhumanistas que não endossam a ideia da singularidade e são céticos quanto à ela. Se não me falha a memória, há uma palestra do filósofo Max More em que ele fala que as expectativas em cima do progresso exponencial são exageradas. Da mesma forma, Nick Bostrom em um artigo sobre a superinteligência (considerada como risco existencial para a humanidade), encara a ocorrência da singularidade em termos de probabilidades distribuídas (visão que compartilho). Após um cuidadoso levantamento de evidências, ele, se não me falha a memória, estimava em 50% a chance de desenvolvimento de uma superinteligência até a década de 2030 (o ano não é exatamente este, o artigo dele é de 1993). Estes, são transhumanistas que não endossam a ideia da singualidade, e, portanto, apenas "transhumanistas".

Mas penso que será difícil encontrar o contrário: um singularitariano que não se defina como transhumanista, a não ser por uma questão de gosto terminológico. Kurzweil, o maior propagador do ideario e vocabulário singularitariano (ou singularitário), diz que compartilha as ideias transhumanistas, mas que não gosta do termo "transhumanismo" por transmitir a impressão de que se trata de "transcender a humanidade, ir além da humanidade", quando, para ele, ser humano é exatamente e naturalmente transcender condições (não concordo com este argumento porque a transcendência e suas consequências aqui estão em uma escala totalmente diferente e sem precedentes). Ele e seus simpatizantes preferem, portanto, o termo "singularitariano" a "transhumanista".

Além desta distinção, uma outra talvez se aplique aos transhumanistas e singularitarianos. De minha parte, tenho visto que filósofos transhumanistas (como David Pearce, Max More e Nick Bostrom) são mais cautelosos em suas previsões, mais enfáticos quanto dificuldades técnicas no meio do caminho e, portanto, mais céticos. Por outro lado, cientistas da computação, como Raymond Kurzweil e Ben Goertzel são mais ousados quanto ao "timing" e dificuldade para a ocorrência de certos eventos, como este crucial, o do surgimento de uma superinteligência (Kurzweil, alega que seus críticos subestimam o progresso exponencial da tecnologia e do conhecimento). Alguns comportamentos e tendências deste segundo grupo alimentam a piada de que "a singularidade é o arrebatamento dos nerds" ou de que se trata de mais uma religião e superstição. Mas, ao contrário do que essa crítica (que é parcial e seletiva) indica, o movimento transhumanista internamente também está bem servido de espírito crítico.

Co-fundador do Skype e do Kaaza, Jaan Tallinn, sobre sua vida: "Dos soviéticos à Singularidade"

Co-fundador do Skype e do Kaaza, Jaan Tallinn, fala um pouco sobre sua vida e os desafios que a marcaram: "Dos soviéticos à Singularidade" (Tallinn nasceu na Estônia em 1972, então país comunista do leste europeu).
Link para a palestra (infelizmente, sem legendas):
http://vimeo.com/15626117

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Em que estágio estamos em relação ao transhumanismo e à Singularidade?


"Qualquer verdade passa por três estágios: Primeiro, é ridicularizada. Segundo, é violentamente combatida. Terceiro, é aceita como óbvia e evidente." --Arthur Schopenhauer


"All truth passes through three stages. First, it is ridiculed. Second, it is violently opposed. Third, it is accepted as being self-evident." --Arthur Schopenhauer